Carro do Costinha: O Peugeot 205 mais português da Alemanha com assinaturas da Seleção

Carro do Costinha
🇵🇹 A origem de um ícone improvável
A história começa em 2004, logo após Portugal perder a final do Europeu frente à Grécia. Uma cliente de Costinha queria comprar um carro novo e ofereceu‑lhe o antigo por… um euro. Ele aceitou, pensando apenas em aproveitar peças. Mas o destino tinha outros planos.
Pouco depois, decidiu pintar o carro com as cores de Portugal. O impacto foi imediato: onde quer que passasse, surgiam sorrisos, fotografias e perguntas. O carro transformou‑se num símbolo de orgulho nacional, acompanhando a Seleção em competições internacionais — incluindo o Euro 2016 em França.
✍️ O capot mais valioso da Seleção
Em 2006, durante o Mundial na Alemanha, aconteceu o momento que eternizou o carro: todos os jogadores da Seleção Nacional assinaram o capot.
Segundo o próprio Costinha, tudo começou com Gilberto Madail, então presidente da FPF. Luís Figo foi o primeiro jogador a aproximar‑se — chegando até a saltar um gradeamento para conseguir assinar. Depois disso, o carro foi levado para dentro da área reservada da equipa, onde todos os jogadores deixaram a sua assinatura.
Hoje, esse capot é uma peça histórica, um testemunho físico da ligação entre a Seleção e os emigrantes portugueses na Alemanha.
🚗 Um carro português… até ao motor
Costinha costuma dizer, com humor, que no seu carro “é tudo Portugal — até o motor. Só o óleo é preto!”.
O veículo, com mais de 30 anos e mais de 300 mil quilómetros, continua a funcionar “como um relógio”. O carro tornou‑se um ponto de encontro para adeptos que querem fotografias, vídeos ou simplesmente ouvir as histórias de Costinha.
🌍 Um símbolo da diáspora portuguesa na Alemanha
Costinha vive na Alemanha há mais de 40 anos, e o carro acompanha a sua própria história de emigrante. Tornou‑se um símbolo de identidade, resistência cultural e orgulho nacional. Em cada grande competição, o carro reaparece — sempre mais decorado, sempre mais fotografado.
O objetivo de Costinha para 2024 era claro: chegar a Berlim com o carro e ver Portugal levantar a taça.
